Beijaço de repúdio à violência contra homossexuais reúne ativistas e casais gays em Ipanema
Texto e fotos: Pedro Stephan
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Aproximadamente cem pessoas compareceram ao “Ato pela Paz, pelos Direitos Humanos e de Repúdio a Violência contra Homossexuais” no último domingo, dia 12 de março, na altura da rua Farme de Amoedo, famoso point gay da praia de Ipanema.
O ato foi organizado diante da agressão sofrida por um casal homossexual que tomava sol na praia, no último dia 25 de fevereiro. Na ocasião, um dos rapazes, após beijar seu companheiro, foi espancado por cinco “pitboys".
Apesar de não ter contado com um público numeroso (o dia nublado não ajudou e a praia estava vazia), o evento, organizado pelo Grupo Arco-Íris de Conscientização Homossexual, com o apoio do deputado Carlos Minc, contou com a presença de militantes de quase todas as ONGs cariocas de defesa dos direitos dos homossexuais, além de políticos e personalidades.
Hyldo Júnior e Maurílio Cardoso, o casal vítima das agressões, chegaram depois do início do comício, visivelmente emocionados. Permanecendo sempre abraçados, não quiseram discursar, porém na hora do beijaço público, não se fizeram de rogados e se beijaram demoradamente diante das câmeras.
Para políticos, Rio só tem fama de “liberal”
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O evento teve como mestre de cerimônias o militante Cláudio Nascimento, representando a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e começou com a apresentação do coral Carioca Ensemble, cantando alguns clássicos da bossa nova.
A seguir, discursaram os políticos presentes (Carlos Minc, do PT, Jandira Feghali do PC do B, Roberto Gonçale, do Sindsprev/RJ, Marcelo Garcia, secretário municipal de Assistência Social da Prefeitura do Rio de Janeiro, e o ex-deputado Carlos Alberto Cão). Praticamente todos disseram a mesma coisa: que, apesar do Rio ter fama de ser uma cidade “liberal”, a realidade é bem diferente, a cidade tem um ranço conservador, principalmente em certos setores da classe média. E que devemos todos nos unir na luta para acabar com a violência, os crimes de ódio e a discriminação.
A seguir foi a vez dos militantes do movimento gay carioca protestarem publicamente contra a violência homofóbica. Entre eles, representantes da Astra Rio, Grupo Atobá, Grupo Felipa de Souza , Movimento D´Ellas, Grupo Diversidade de Niterói, Colerj e o Grupo Convivência Cristã.
Veja entrevista com a dupla de amigos que delatou os criminosos.
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